O R é um programa livre multiplataforma para análises estatísticas que pode ser baixado em seu site ou adicionado na lista de repositórios de máquinas linux. Suas possibilidades de aplicação em diversas áreas são praticamente ilimitadas.
Neste blog postarei o resultado de minha experiência em sua utilização nas áreas de dinâmica de populações de peixes, ciência pesqueira e ecologia.
As postagens deste blog se destina, além de mim mesmo, a iniciantes no R e alunos da minha área de atuação.
Aprendi muito em livros e nas listas de discussão R-help e a R_STAT, mas ainda tenho muito pela frente. Agradeço desde já qualquer contribuição.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Gráfico de barras com erro padrão

São muitas as opções para se fazer um gráfico de barras com a indicação do erro padrão (ou outra medida de dispersão) no R. Com uma rápida busca na rede pode-se ter dezenas de sugestões. Eu resolvi contribuir com mais uma.
Meu objetivo era representar a variação da densidade de algumas espécies medida em períodos noturnos e diurnos.
A partir de três tabelas, uma contendo as médias, outra o erro padrão e uma terceira com o número de observações, utilizo os comandos barplot, points, arrows e text para gerar o gráfico desejado.
Os dados das tabelas são copiados para o R pelo comando read.delim (clique aqui para mais detalhes) e transformados em matrizes pelo comando as.matriz.

Médias


SP1 SP2 SP3 SP4
D 10 12 15 20
N 20 15 12 10

Erros padrões


SP1 SP2 SP3 SP4
D 1 2 3 4
N 3 2 1 5

Número de observações


SP1 SP2 SP3 SP4
D 30 40 35 10
N 20 50 20 27

# copia os dados das tabelas para o R
means <- as.matrix(read.delim("clipboard",row.names=1))
se <- as.matrix(read.delim("clipboard",row.names=1))
n <- as.matrix(read.delim("clipboard",row.names=1))
 

# calcula a amplitude da variação do erro
se.sup<-means+se
se.inf<-means-se


# desenha o gráfico

bp<-barplot(means,beside=T,ylim=c(0,max(se.sup*1.15)),
ylab="densidade",legend.text=c("Diurno","Noturno"),
args.legend=list(x = "topleft", bty="n"))
points(bp,means,pch=19)
arrows(bp,se.sup,bp,se.inf, code=3,angle=90,length=0.05)
text(bp,se.sup+1,n)


 




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gráfico de círculos

Elaborei um gráfico para a representação do número relativo de observações por categoria de determinadas variáveis registradas em diferentes pontos de coleta. No exemplo abaixo, eu tenho o número de embarcações observadas por classe de comprimento total nos municípios de São Paulo (dados são fictícios).

Nesta rotina a relativização é feita por ponto de coleta (município).

Dados (fictícios)

Município 0 ˫ 6 6 ˫ 9 9 ˫ 12 12 ˫ 15 15 ˫ 18 ≥ 18
Ubatuba 37 46 7 7 0 0
Caraguatatuba 41 41 15 2 0 0
Ilhabela 50 39 9 0 0 0
São Sebastião 43 40 14 1 0 0
Bertioga 0 52 28 18 0 0
Santos/Guarujá 6 27 16 16 4 28
São Vicente 75 12 12 0 0 0
Praia Grande 60 39 0 0 0 0
Mongaguá 16 83 0 0 0 0
Itanhaém 0 85 14 0 0 0
Peruíbe 31 43 25 0 0 0
Iguape 38 60 0 0 0 0
Ilha Comprida 66 34 0 0 0 0
Cananéia 34 40 10 11 2 0
Total 497 641 150 55 6 28


# importa dados da área de transferência
dat.graf <- t(read.delim("clipboard",dec=",",row.names=1))
dat.graf

# indica o valor da variáveis que serão utilizadas
NCATY<-nrow(dat.graf)
NCATX<-ncol(dat.graf)
MARX<-10 # margem da abcissa
MARY<-5 # margem da ordenada
CIRC<-13 # tamanho máximo do círculo
COR<-"blue" # cor do círculo

# plota o gráfico
par(mar=c(MARX,MARY,2,2))
plot(c(1:NCATX),rep(0,NCATX),xlab="",ylab="",
xaxp=c(1,NCATX,NCATX-1),yaxp=c(1,NCATY+1,NCATY),
ylim=c(0,NCATY+1),xaxt="n",yaxt="n",type="n")
axis(1,at=c(1:NCATX),labels=colnames(dat.graf),las=2,cex.axis=1.5)
axis(2,at=c(1:NCATY),labels=rownames(dat.graf),las=2,cex.axis=1.5)
for (x in 1:NCATX) {
  for(y in 1:NCATY) {
    points(x,y,col=COR,pch=19,cex=dat.graf[y,x]*CIRC/sum(dat.graf[,x]))
  }
}

# caso a última linha da tabela seja uma totalização e deva ficar em destaque.
abline(v=NCATX-0.5,lty=2)

















-------------

Algumas pessoas tiveram problemas com a visualização, compreensão e inserção do símbolos matemáticos de indicação dos intervalos de classe.
6 ˫ 9, 6 |- 9, [6,9[ ou [6,9) indica um intervalo de classe que inclui o limite inferior (6) e exclui o superior (9)
No Linux Ubuntu a forma correta de indicar o símbolo "|-" (˫) é Shift+Ctrl+U 02EB e o código para ">=" (≥) é Shift+Ctrl+U 2265, , como podemos ver na figura.
Dependendo no navegador e do sistema operacional estes símbolos podem não ser visualizados corretamente no blog.
Caso os símbolos matemáticos e as acentuações não sejam corretamente importados pelo R através área de transferência (clipboard) podemos gravar a tabela de dados e importa-la como comando read.csv.
Se mesmo assim os probelmas continuarem podemos re-escrever os nomes de colunas e linhas com colnames e rownames:
colnames(dat.graf)
colnames(dat.graf)[4]<-"São Sebastião"
colnames(dat.graf)[6]<-"Santos/Guarujá"
rownames(dat.graf)
rownames(dat.graf)<-c("0 ˫ 6","6 ˫ 9","9 ˫ 12","12 ˫ 15","15 ˫ 18","≥ 18")

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Análise de Variância e teste Kruskal–Wallis

É frequente termos a necessidade de verificar se as diferenças de uma variável medida em diversos grupos são significativas. Por exemplo, podemos querer testar a diferença dos comprimentos de peixes capturados em diferentes locais  ou da potência do motor de embarcações de diferentes grupos identificados em um cluster.
A seguir apresento uma sequencia básica para a realização da análise, incluindo testes à posteriori paramétricos e não paramétricos. Para a comparação múltipla não paramétrica é utilizado o pacote npmc. Os dados utilizados no exemplo são gerados no início da rotina.

# gera dados
GRP <- as.factor(rep(c("A","B","C","D"), c(30,50,40,20)))
UA <- round(rnorm(30,360,75),1)
UB <- round(rnorm(50,500,90),1)
UC <- round(rnorm(40,150,30),1)
UD <- round(rnorm(20,385,60),1)
U <- c(UA,UB,UC,UD)
dat.GRP <- data.frame(GRP,U)
rm(GRP,UA,UB,UC,UD,U)

# explora dados
attach(dat.GRP)
dat.GRP
summary(dat.GRP)
aggregate(U,by = list(GRP=GRP), FUN = "length")
aggregate(U,by = list(GRP=GRP), FUN = "min")
aggregate(U,by = list(GRP=GRP), FUN = "max")
aggregate(U,by = list(GRP=GRP), FUN = "mean")
aggregate(U,by = list(GRP=GRP), FUN = "sd")
aggregate(U,by = list(GRP=GRP), FUN = "median")
boxplot(U~GRP,notch=T,at=rank(tapply(U,GRP, median)))

# --- adaptado de Dalgaard 2008 Introductory Statistics with R
xbar <- tapply(U, GRP, mean)
s <- tapply(U, GRP, sd)
n <- tapply(U, GRP, length)
sem <- s/sqrt(n)
stripchart(U~GRP, method="jitter", jitter=0.05, pch=16, vert=T)
arrows(1:length(levels(GRP)),xbar+sem,1:length(levels(GRP)),xbar-sem,angle=90,code=3,length=.1)
lines(1:length(levels(GRP)),xbar,pch=4,type="b",cex=2)
rm(xbar,s,n,sem)
# ---

# ANOVA e teste de comparação múltipla de Tukey
aov.GRP<-aov(U~GRP)
summary(aov.GRP)
TukeyHSD(aov.GRP, ordered = TRUE)
plot(TukeyHSD(aov.GRP, ordered = TRUE))

# teste de Kruskal–Wallis e teste de comparação múltipla não paramétrica
kru.GRP<-kruskal.test(U~GRP)
kru.GRP

ori.names<-names(dat.GRP)
names(dat.GRP)<-c("class","var") # o pacote npmc requer que o nome da coluna que identifica o grupo seja class e a de valores var

library(npmc)
npmc(dat.GRP)

names(dat.GRP)<-ori.names
rm(ori.names)
detach(dat.GRP)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Gráfico de dipersão com boxplots

O gráfico de dispersão e uma forma bastante ilustrativa de representar a correlação entre duas variáveis. Informações sobre a distribuição das variáveis da ordenada e da abscissa podem ser representadas por boxplots colocados na margem do gráfico de dispersão.

Para o exemplo abaixo utilizei os dados e as curvas de regressão do tópico Relação comprimento-peso de peixes

# Plotagem do gráfico de dispersão
zones=matrix(c(2,0,1,3),ncol=2,byrow=TRUE)
layout(zones,widths=c(20,5),heights=c(5,20))
par(mar=c(8,8,0,0))
plot(P~C,subset=G=="M",pch=20,xlab="Ct (mm)",ylab="Pt (g)",cex.axis=1.3,cex.lab=1.3)

# para plotagem da regressão linear
curve(exp(coef(lm.CPm)[1])*x^(coef(lm.CPm)[2]),col="blue",add=T)
posicao<-locator(1) # clique no gráfico para indicar onde colocar a legenda
legend(posicao,bty="n",cex=1.5,text.col="blue",legend=substitute(Pt==a%*%Ct^b,list(a=exp(coef(lm.CPm)[1]),b=round(coef(lm.CPm)[2],3))))
posicao$y <- posicao$y-500
legend(posicao,bty="n",cex=1.5,text.col="blue",legend=substitute(R^2==r,list(r=round(summary(lm.CPm)$adj.r.squared,3))))

# para plotagem da regressão não linear
curve(coef(nls.CPm)[1]*x^coef(nls.CPm)[2], col="darkgreen",add=T)
posicao<-locator(1) # clique no gráfico para indicar onde colocar a legenda
legend(posicao,bty="n",cex=1.5,text.col="darkgreen",legend=substitute(Pt==a%*%Ct^b,list(a=coef(nls.CPm)[1],b=round(coef(nls.CPm)[2],3))))
posicao$y <- posicao$y-500
legend(posicao,bty="n",cex=1.5,text.col="darkgreen",legend=substitute(R^2==r,list(r=round(Rsq.ad(nls.CPm),3))))

# para plotagem dos boxplots
par(mar=c(0,8,0,0))
boxplot(C,subset=G=="M",axes=FALSE, space=0, horizontal=TRUE)
par(mar=c(8,0,0,0))
boxplot(P,subset=G=="M",axes=FALSE, space=0)
 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dicas para Barplot

Apresento aqui mais algumas dicas para a barplots. Sobre barplots veja também esta postagem.

Tabela exemplo:


G1 G2 G3
Local C 3 30 70
Local B 10 80 30
Local A 50 15 5

# gráfico de barras simples
dados<- read.delim("clipboard",row.names=1)
barplot(as.matrix(dados), ylim=c(0,140),
xlab="grupos",ylab="nº de viagens",
legend.text=row.names(dados),
args.legend=list(x = "topleft", bty="n"))
box()

para transpor a matriz:  t(as.matrix(dados))
para obter a frequência relativa: prop.table(as.matrix(dados),2)
para barras justapostas: beside=T
para barras horizontais: horiz=T
adiciona uma linha abaixo das barras (Opção ao box): axis.lty=1


















terça-feira, 7 de junho de 2011

Ajuste do modelo de von Bertalanffy

O modelo de crescimento de von Bertalanffy é muito utilizado para descrever a variação de comprimento de peixes, moluscos e crustáceos ao longo do tempo.
A seguir apresento um passo-a-passo para ajustar a curva aos dados de comprimento (Lt) na idade (t), analisar os parâmetros e fazer o gráfico.
O ajuste é feito de forma não linear pela função nls,  os intervalos de confiança das estimativas são calculados com a função confint e o coeficiente de determinação (R2) pela função Rsq do pacote qpcR. As funções expression e substitute são utilizadas para escrever as equações no gráfico.


t Lt
1 102,0
2 167,0
3 219,4
4 260,7
5 294,9
6 323,2
7 343,0
8 369,5
9 401,7
10 410,0
 

# carrega pacote para cálculo do R2
library("qpcR")

# importa dados da área de transferência
dat.tL <- read.delim("clipboard",dec=",")
attach(dat.tL)

# ajuste do modelo
vb.pargo <- nls(Lt~Linf*(1-exp(-k*(t-t0))),start=list(Linf=500,k=0.2,t0=0))
summary(vb.pargo)
Formula: Lt ~ Linf * (1 - exp(-k * (t - t0)))

Parameters:
      Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)   
Linf 501.51567   19.81444  25.311 3.84e-08 ***
k      0.16185    0.01541  10.504 1.55e-05 ***
t0    -0.46264    0.13937  -3.319   0.0128 * 
---
Signif. codes:  0 ‘***’ 0.001 ‘**’ 0.01 ‘*’ 0.05 ‘.’ 0.1 ‘ ’ 1

Residual standard error: 5.587 on 7 degrees of freedom

Number of iterations to convergence: 5
Achieved convergence tolerance: 5.881e-07

# calcula intervalo de confiança dos parâmetros
confint(vb.pargo)
            2.5%       97.5%
Linf 461.8889677 562.3393409
k      0.1250699   0.1996879
t0    -0.8411141  -0.1621223



1-(deviance(vb.pargo)/((length(Lt)-1)*var(Lt))) # R2 "na mão"
[1] 0.9976615
Rsq(vb.pargo) # R2 pelo pacote qpcR
[1] 0.9976615
Rsq.ad(vb.pargo) # R2 ajustado pelo pacote qpcR
[1] 0.9969934 

# desenha o gráfico. Em Windows substituir ["\U221E"] por [infinity]
plot(Lt~t,xlab="idade (anos)",ylab="comprimento total (mm)",
xlim=range(0,10),ylim=range(0,500),cex.lab=1.2,
main=expression(L[i]==L["\U221E"]*"["*1-e^{-k(t-t[0])}*"]"),cex.main=1.5)
 
#desenha a curva
curve(coef(vb.pargo)[1]*(1-exp(-coef(vb.pargo)[2]*(x-coef(vb.pargo)[3]))),add=T,col="tomato1")
 
# coloca a legenda, deve-se clicar no gráfico para indicar o local da legenda
legend(locator(1),bty="n",legend=substitute(L[i]==Linf%*%"["*1-e^{-k%*%(t-t0)}*"]", list(Linf=round(coef(vb.pargo)[1],1),k=round(coef(vb.pargo)[2],2),t0=-round(coef(vb.pargo)[3],2))),cex=1.5)

detach(dat.tL)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como ordenar as categorias de um boxplot por suas medianas

A técnica gráfica de boxplot é muito utilizada na análise exploratória de dados, etapa essencial em um trabalho.

No entanto o R, por padrão, coloca os fatores em ordem alfabética. Uma forma de reordenar estes fatores é através da função ordered, como descrito neste tópico.

Outra forma muito útil é através do argumento at e das funções rank e tapply, exemplificado a baixo.

categ <- rep(c("c","b","a"),c(10,10,10))
valor<-c(rnorm(10,5,2),rnorm(10,12,4),rnorm(10,8,3))
dados1<-data.frame(categ,valor)
# boxplot normal, não ordenado
boxplot(dados1$valor~dados1$categ)
# boxplot ordenado
boxplot(valor~categ,
at=rank(tapply(dados1$valor,dados1$categ, median)))

A forma de ordenamento acima é a mais simples, mas se houver valores de mediana iguais as caixas sairão sobrepostas. Uma forma alternativa de ordenamento é:


categ2 <- with(dados1, factor(categ,
levels=levels(categ)[order(tapply(valor,categ,median))]))
boxplot(valor~categ2,dados1)
rm(categ2)



PS: encontrei esta dica no seguinte link, onde outras possibilidades também são apresentadas.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gráfico ordenado com médias e intervalo de confiança

Este gráfico mostra os valores de b (coeficiente angular) e seus intervalos de confiança calculados para diversas espécies. Para melhor vizualização as espécies são ordenadas pelo valor de b e diferentes grupos (peixes, moluscos e crustáceos) são identificados com símbolos especícicos.


SP GRP b ICi ICs
S. brasiliensis P 3,000 2,887 3,114
U. brasiliensis P 2,993 2,931 3,055
U. mystacea P 2,990 2,948 3,032
L. gastrophysus P 2,897 2,841 2,952
C. jamaicensis P 2,874 2,846 2,901
M. ancylodon P 3,101 3,064 3,137
M. americanus P 2,809 2,785 2,833
M. furnieri P 2,946 2,935 2,957
P. punctatus P 3,050 3,030 3,070
L. sanpaulensis M 1,784 1,685 1,886
O. vulgaris M 2,689 2,613 2,766
O. vulgaris F M 2,651 2,539 2,764
O. vulgaris M M 2,731 2,637 2,827
F. brasiliensis C 2,409 2,352 2,466
F. brasiliensis F C 2,350 2,262 2,439
F. brasiliensis M C 2,201 2,011 2,392
F. paulensis C 2,395 2,338 2,453
F. paulensis F C 2,248 2,160 2,336
F. paulensis M C 2,470 2,224 2,716
X. kroyeri C 2,301 2,244 2,358
X. kroyeri F C 2,305 2,228 2,383
X. kroyeri M C 2,149 2,039 2,260

# carregando e verificando dados
rm(list=ls())
dat.bvar <- read.delim("clipboard",dec=",")
summary(dat.bvar)
                 SP     GRP         b              ICi             ICs      
 C. jamaicensis   : 1   C:9   Min.   :1.784   Min.   :1.685   Min.   :1.886 
 F. brasiliensis  : 1   M:4   1st Qu.:2.316   1st Qu.:2.232   1st Qu.:2.404 
 F. brasiliensis F: 1   P:9   Median :2.670   Median :2.576   Median :2.765 
 F. brasiliensis M: 1         Mean   :2.607   Mean   :2.527   Mean   :2.686 
 F. paulensis     : 1         3rd Qu.:2.934   3rd Qu.:2.877   3rd Qu.:2.956 
 F. paulensis F   : 1         Max.   :3.101   Max.   :3.064   Max.   :3.137 
 (Other)          :16                           

# reorganizando a tabela de dados
order(dat.bvar$b) # linhas em ordem crescente de b 
[1] 10 22 16 18 20 21 15 17 14 19 12 11 13  7  5  4  8  3  2  1  9  6
rank(dat.bvar$b) # posição de cada linha quando ordenada por b
[1] 20 19 18 16 15 22 14 17 21  1 12 11 13  9  7  3  8  4 10  5  6  2
dat.bvar$RAN <- rank(dat.bvar$b)
levels(dat.bvar$SP) # níveis de SP
 [1] "C. jamaicensis"    "F. brasiliensis"   "F. brasiliensis F"
 [4] "F. brasiliensis M" "F. paulensis"      "F. paulensis F"  
 [7] "F. paulensis M"    "L. gastrophysus"   "L. sanpaulensis" 
[10] "M. americanus"     "M. ancylodon"      "M. furnieri"     
[13] "O. vulgaris"       "O. vulgaris F"     "O. vulgaris M"   
[16] "P. punctatus"      "S. brasiliensis"   "U. brasiliensis" 
[19] "U. mystacea"       "X. kroyeri"        "X. kroyeri F"    
[22] "X. kroyeri M"
dat.bvar$SP<-ordered(dat.bvar$SP, levels=dat.bvar$SP[order(dat.bvar$b)]) # reordena SP pela ordem de b
levels(dat.bvar$SP) # níveis de SP reordenados
[1] "L. sanpaulensis"   "X. kroyeri M"      "F. brasiliensis M"
[4] "F. paulensis F"    "X. kroyeri"        "X. kroyeri F"    
[7] "F. brasiliensis F" "F. paulensis"      "F. brasiliensis" 
[10] "F. paulensis M"    "O. vulgaris F"     "O. vulgaris"     
[13] "O. vulgaris M"     "M. americanus"     "C. jamaicensis"  
[16] "L. gastrophysus"   "M. furnieri"       "U. mystacea"     
[19] "U. brasiliensis"   "S. brasiliensis"   "P. punctatus"    
[22] "M. ancylodon"
ord.sp<-dat.bvar$SP[order(dat.bvar$b)]

# criando o gráfico
attach(dat.bvar)
par(mar=c(8,4,2,2))
plot(c(1:nrow(dat.bvar)),rep(3,nrow(dat.bvar)),ylab="valores de b",xlab="",ylim=c(min(ICi)*0.97,max(ICs)*1.03),type="n",xaxt="n")
axis(1,1:nrow(dat.bvar),labels=
ord.sp,las=2)
for (i in 1:length(ord.sp)){
segments(i,ICi[SP==ord.sp[i]],i,ICs[SP==ord.sp[i]])
}
points(RAN[GRP=="P"],b[GRP=="P"],pch=19)
points(RAN[GRP=="M"],b[GRP=="M"],pch=17)
points(RAN[GRP=="C"],b[GRP=="C"],pch=15)
legend(locator(1),bty="n",c("Peixes","Moluscos","Crustáceos"),pch=c(19,17,15)) # clique no gráfico para indicar o local da legenda
detach(dat.bvar)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como colocar vírgulas como separador decimal em gráficos

Muitas vezes em um gráfico a abscissa e/ou a ordenada apresentam valores com casas decimais. O R por padrão utiliza ponto decimal e não vírgula. Para colocar a vírgula decimal podemos sobrescrever ou escrever os valores dos eixos com as funções axis, pretty, chartr, as.character e format. O eixo (axis) 1 é o inferior, o 2 da direita, o 3 o superior e o 4 da esquerda. O número de casas decimais é indicada em nsmall.
Se colocarmos na função plot a indicação axes=F nenhum dos eixos é desenhado. Abaixo estão exemplos de como colocar vírgulas decimais.

x<-c(1,2,3,4,5)
y<-c(0.1,0.3,0.5,0.7,0.9)
plot(x,y)
axis(2,at=pretty(y),labels=chartr(".", ",", as.character(format(pretty(y),nsmall=1))))

plot(x/100,y,axes=F)
axis(1,at=pretty(x/100),labels=chartr(".", ",", as.character(format(pretty(x/100),nsmall=2))))
axis(2,at=pretty(y),labels=chartr(".", ",", as.character(format(pretty(y),nsmall=1))))
box()

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gráfico de barras com números sobre as barras

Para fazer um gráfico de barras com a produção descarregada de diversas frotas e indicar o número de unidades produtivas sobre cada barra utilizei as funções barplot e text. O interessante é que ao criarmos um objeto com o barplot (bp <- barplot(...)) obtemos os pontos médios de cada barra. Assim podemos utilizar estes valores para posicionar corretamente as legendas sobre as barras com text. O comando par(mar=..) indica as margens do gráfico.

Copiando os dados abaixo do clipboard temos:
CAT Prod UP
Petrecho 1 17,5 9
Petrecho 2 15,2 20
Petrecho 3 10,3 500
Petrecho 4 8,4 150
Petrecho 5 20,3 900
dados <- read.delim("clipboard",dec=",",header=T)
barras <- data.frame(dados[,c(2)])
rownames(barras)<-dados[,1]
names(barras)<-c("Prod")
barras 

Prod
Petrecho 1 17,5
Petrecho 2 15,2
Petrecho 3 10,3
Petrecho 4 8,4
Petrecho 5 20,3
   
par(mar=c(12,6,3,2),cex.axis=1.2,cex.lab=1.4)
bp<-barplot(t(as.matrix(barras)),ylim=c(0,max(dados[,2]*1.1)),las=2,ylab="Produção descarregada (t)",col="orange")
box()
text(bp,barras[,1],dados[,3],col="blue",pos=3)